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Saramago e Pilar [Dec. 3rd, 2007|04:56 pm]
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Pilar e Saramago

Uma fundação, um casamento e um livro. Entre Lisboa, Lanzarote e Castril, a união ibérica de José Saramago e Pilar del Río. Um carro de matrícula espanhola atravessa a Ponte 25 de Abril. O homem beija a mão da mulher e anuncia, em castelhano: «Bem-vinda a Lisboa. Esta é a tua viagem!» Não era a primeira vez que ela vinha à capital portuguesa nem viagens assim são tão raras para uma jornalista. Mas a verdade é que estas foram as únicas palavras com significado que se preze pronunciadas naquele automóvel ao longo de 400 quilómetros: à saída de Sevilha, para estranheza de Rafael, talvez a mais faladora das suas amigas, Pilar, havia anunciado que gostava de viajar em silêncio. Vinte e um anos depois, numa tarde soalheira mas ventosa como é típico de Lanzarote, paramos entre os números 1 e 3 da Calle Los Topes, em Tías. Abre-se um portão para deixar passar José Saramago e, de braço dado com ele, a mulher, Pilar del Río, a recém-presidenta da Fundação José Saramago, a recém-casada pela segunda vez com o autor de O Ano da Morte de Ricardo Reis, a leitora que em 1986 veio a Lisboa cumprir o itinerário daquele heterónimo de Pessoa - quem dentro de meia hora iremos entrevistar... mesmo que a conversa acabe por se centrar, como veio a acontecer, em Saramago. Porque falar de Saramago é falar de Pilar e falar de Pilar é falar de Saramago.

O texto completo encontra-se neste link.

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Eléctrico chamado "desejo" [Nov. 11th, 2007|04:38 pm]
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Fachada principal do Museu do Carro Eléctrico
O Porto foi a primeira cidade ibérica a ter uma linha de carro eléctrico.Foi em 12 de Setembro de 1895.
Foto de um dos primeiros carros eléctricos:
Carro eléctrico nº 100, um dos mais procurados para passeios turísticos.
(um eléctrico chamado "desejo"):

O Museu do Carro Eléctrico, da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), comemorou o ano passado 111 anos de existência. A Linha da Restauração, inaugurada em 12 de Setembro de 1895, fez com que o Porto fosse a primeira cidade da Península Ibérica a possuir uma via para carros eléctricos. O percurso inicial ia do Carmo a Massarelos, estendendo-se mais tarde para a foz e Matosinhos. Daqui as linhas expandiram-se por toda a cidade e concelhos vizinhos, assumindo-se como o transporte urbano de referência no século XX, desde os finais da primeira década até aos inícios dos anos 60. Foi também neste século que o carro eléctrico do Porto conheceu o seu período áureo, mas também o início do declínio. O "22" foi um dos primeiros veículos a circular na cidade do Porto e, actualmente, encontra-se em exposição no Museu do Carro Eléctrico. O carro começou por ser de tracção animal, puxado por mulas, e foi motorizado em finais do seculo XIX. O sistema eléctrico revolucionou os meis de transporte na cidade, possibilitando horários regulares e uma maior facilidade de circulação nas ruas de declive acentuado. O transporte utilizava uma energia limpa contribuindo assim para uma maior salubridade, visto que se acabou com os dejectos dos animais espalhados pela cidade, além do maior conforto e rapidez.
Notas:
a) As imagens (excepto a do bufo/pide) têm o link dos STCP;
b) Como muita gente, principalmente da região do Porto, em Janeiro de 2007 os STCP reformularam muitas linhas com o pretexto de as conjugarem com a entrada em funcionamento do Metropolitano do Porto;
c) Tal reformulação provocou e continua a provocar protestos por parte dos utentes dos STCP, dado que os itinerários ficaram mais extensos e obrigam a transbordos que sujeitam os utentes a várias horas de espera pelo autocarro;
d) Dado que o serviço dos STCP é um serviço público sob a tutela do governo, os utentes, que deram a maioria absoluta ao Sócras, são os principais culpados;
e) Para terminar e por agora:

As reclamações não produzem qualquer efeito, já que o Sócras tem o Poder absoluto e responde com os bufos e os pides, na sua versão actualizada!!!...

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Leonard Cohen [Oct. 28th, 2007|03:36 pm]
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Foram editados em formato digital os três primeiros álbuns de Leonard Cohen.

Pela primeira vez na era digital, chegam às lojas as edições especiais e aumentadas em digipack de "Songs of Leonard Cohen" (1967), "Songs From a Room" (1969) e "Songs of Love and Hate" (1971), os três primeiros álbuns de Leonard Cohen. Estas reedições assinalam o início da celebração do 40º aniversário de Leonard Cohen, como artista da Columbia, comemoração que se estenderá até 2008, com a reedição em Setembro deste ano de "New Skin for the Old Ceremony", "Death of a Ladies Man" e "Recent Songs" e, numa terceira fase, "Various Positions", "I'm your Man" e "The Future", em Fevereiro de 2008.

Cada um destes discos contém um bónus com material nunca antes editado, de importância histórica para os fãs de Leonard Cohen, bem como pequenas notas, especialmente encomendadas e escritas por Anthony DeCurtis, editor colaborador da revista "Rolling Stone" e devoto de Cohen.

Há já quatro décadas que Leonard Cohen se apresenta como um dos compositores mais importantes e influentes dos nossos tempos, sendo também responsável por uma obra que adquire níveis de mistério e significado ainda maiores à medida que o tempo passa.

O seu primeiro álbum, "Songs of Leonard Cohen" (1967), apresentou o cantor como um grande e inegável talento. O disco inclui canções como "Suzanne", "Sisters of Mercy", "So Long, Marianne" e "Hey, That's No Way to Say Good", que agora se afirmam como clássicos de longa data.

Os dois álbuns que se seguiram ao primeiro disco, "Songs From a Room" (1969), que inclui o seu tema clássico, "Bird on the Wire", e "Songs of Love and Hate" (1971), deram todas as provas que alguém pudesse exigir para comprovar que a grandeza presente no seu disco de estreia não era apenas um golpe de sorte.

Sony/BMG
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A etapa queimada [Sep. 2nd, 2007|03:09 pm]
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Notícias Magazine.

No interessante "fresco" que António Barreto pintou sobre nós e que foi apresentado na RTP1, o investigador proferiu uma frase que me deixou em baixo: disse qualquer coisa como "a maioria dos portugueses nasceu depois da década de sessenta". Não tendo qualquer motivo para duvidar da afirmação, restou-me engolir em seco e aceitar o veredicto: faço parte já da minoria dos mais velhos! Contra factos não há argumentos... Não dá para deprimir, mas não deixa de constituir um lembrete para quem como eu tem andado distraído acerca do assunto...
O que verdadeiramente dá que pensar é a particularidade de a minha geração, ao contrário do que sempre acontecera até aí, não ter tido o direito a viver, para o bem e para o mal, a condição de "pessoa madura". Passámos de jovens a velhos... O próprio documento de António Barreto dá indirectamente conta do fenómeno, ao acentuar tão bem as acelerações bruscas que o tempo sofreu em alguns momentos das últimas décadas neste país. E se realço "neste país" tal deve-se ao facto de que, como alguém já afirmou, existe uma geografia do tempo: em boa verdade, a história não corre à mesma velocidade em todos os pontos do planeta: se todos os dias fosse emitido um boletim da metereologia social, dar-se-ia conta do facto com a maior das facilidades.
Aquilo que no resto da Europa foi acontecendo no decurso de décadas após a Guerra, sucedeu em Portugal em meia dúzia de anos. Após a aceleração de Abril aqueles da minha idade que tinham vivido a infância e a adolescência a um ritmo fouxo, foram obrigados subitamente a acelerar a passada para essa coisa a que se chama "idade adulta". Paradoxalmente, quem já era "adulto" não aceitou que adquiríssemos esse estatuto com tanta brevidade, como sempre sucede aliás em todas as gerações: reza a tradição que para esse efeito o que conta é o que está escrito no Bilhete de Identidade... Quando finalmente tudo parecia conjugar-se para que fôssemos integrados na comunidade daqueles cuja voz é ouvida como sendo da ponderação, levámos nova sacudidela, dada agora pelas novas tecnologias, pela globalização e pelo endeusamento da novidade. Vai daí, antes de tempo, fomos sendo passados para a categoria dos fora do prazo, dos precocemente envelhecidos. Resultado: não nos é dado tempo para estarmos na "meia idade".
Cá por mim, recuso-me! Bem sei que sou anterior ao aparecimento da televisão em Portugal, que me lembro da chegada à Lua; é um facto que ouvi pela primeira vez o She Loves You, dos Beatles, ainda antes da puberdade e que pelos microfones da Emissora Nacional fui informado de que Salazar tinha um diferendo com a cadeira (Nota: já nessa altura os primeiros-ministros tinham problemas com algumas cadeiras...).
Mas isso não faz de mim um velho! Ainda não mereço tal estatuto! Ou faz? Pelo menos pertenço à tal minoria... Snif!

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Férias/Vacations [Jul. 26th, 2007|11:27 pm]
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Este blog entra hoje nas férias de Verão por um período de 3 semanas. Até breve!

Este blog entra hoje nas férias de Verão por
um período de 3 semanas. Até breve!

Signed: a.castro
This blog enters Summer vacations today
for 3 weeks. See you soon!



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Nota: Observem o post publicado o ano passado, aqui, todo "certinho", e o trabalho que deu para fazer o mesmo post este ano, para ficar pelo menos aceitável. E porquê? Sem prescindir de atribuir alguma culpa ao Internet Explorer 7 (o ano passado era o IE6), estou quase seguro de que tudo se deve à migração (forçada) para o Blogger2, já que a partir daí muitos posts de arquivo ficaram estragados! A reforçar esta minha conclusão, posso referir que o Vital Moreira, do blog "Causa Nossa", já se tinha lamentado de idêntico problema. Não deixo aqui o link do "Causa Nossa" porque de há muito que o Vital Moreira virou a casaca e juntou-se aos neo-conservadores e fascistas do PS.Não há direito.

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Humanos [May. 2nd, 2007|11:12 pm]
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HOW
doYOU
do? Welcome!

Do YOU like to listen to music? If yes, FINE! Then listen to "Humanos" and enjoy it!

JustClickOnImage!

Humanos

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Amêndoas da páscoa [Apr. 8th, 2007|01:03 am]
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O Malaposta diz sempre que não gosta de Festas e expõe-nos despudoradamente na Internet...

É verdade! Tem dito, sim - e já por várias vezes!...

Confirmo tudo e ele até nos prometeu uma em directo pelo telemóvel e não cumpriu :(
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Slides Show [Mar. 14th, 2007|12:19 am]
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Nota 1: Algumas das imagens foram copiadas do site dum tal "E. Corbero", natural da Catalunha e residente em Barcelona. Essas fotos foram realizadas aquando do "Porto - Capital da Cultura 2001", pelo que muitas delas estão desactualizadas. Como de cada vez que clicava para copiar uma foto surgia um aviso de "direitos de autor", o E. Corbero pedia que fizesse referência ao site dele - e é o que me cumpre fazer. O site é este.

Nota 2: A melhor maneira de ver slide a slide é clicar em "View All Images" (abre uma nova janela) e ir clicando uma a uma.

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Estranho aniversário [Mar. 7th, 2007|10:04 pm]
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O governo perfez dois anos...


Atingiu o meio do mandato. Prodigalizaram-se os analistas em balanços. Benévolos e condescendentes uns, laudatórios e encomiásticos outros. Da direita à esquerda se enalteceu o espírito reformador, a intrépida coragem no confronto, o desígnio assumido, a regeneração das finanças públicas, o êxito fiscal, etc. Sócrates visto pela imprensa é mais do que o homem providencial. É a Providência em pessoa.
Icon do Zé de BragançaOs números, porém, são o que são. Podem ser lidos de maneiras diversas mas não admitem a persistência dos enganos. A taxa de desemprego registada no último trimestre do ano findo atingiu os 8,2 por cento. Recorde-se que em 2005 se cifrou em 7,6 por cento e foi por Sócrates qualificada de escandalosa e invocada como razão suficiente para a mudança política prometida. A taxa de crescimento económico persiste incipiente, bem longe dos 2 por cento do PIB e ainda mais longe dos 2,7 por cento estimados pela UE ou dos 2,3 por cento previstos para a Zona Euro. Ou seja, no decurso deste ano aprofundar-se-á dramática e irreversivelmente o fosso entre Portugal e os seus parceiros europeus e o esforço de convergência - evocação permanente para todos os muitos sacrifícios - redundará num enquistamento tumefacto da divergência, que de endémica passará a patológica. As comparações que sempre se fazem entre economias no espaço europeu defenestram-nos, pois, para o fim do grupo do "carro-vassoura", acolitados por Malta que, se porfiar um poucochinho, nos ultrapassará em velocidade de ponta. Até no Índice de Desenvolvimento Humano, de acordo com o último Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Portugal desceu duas posições relativamente a 2004 e uma relativamente a 2005. Estamos hoje em 28º lugar, sendo que no conjunto de países da União Europeia nos situamos numa triste e apagada 17ª posição.
Nos últimos doze meses, segundo o Expresso, as famílias portuguesas pediram emprestados à banca mais de 15 mil milhões de euros, um novo máximo nacional. O nosso endivididamento ultrapassava em finais do ano transacto 115 mil milhões, ou seja, 76 por cento do PIB. Nas dívidas disputamos a primazia europeia. Haja quem pague é o novo lema nacional.
O país empobrece, o desemprego aumenta, as famílias estão crescentemente endividadas. Mas Sócrates continua a vender a imagem do político decidido, resoluto, competente e eficaz. Em quê, cabe perguntar. Precisamente nessa nobre e difícil actividade de vender a melhor imagem de si próprio.

in NM/JN

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Cabeça fumegante [Feb. 21st, 2007|03:09 pm]
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H á dias em que as pessoas acordam dadas às filosofias. Se tal acontece, nada nos faz parar. Numa comparação grosseira, trata-se de algo semelhante ao começar a cantarolar uma melodia, pela manhã, que só nos larga a cabeça à noite, já na cama. Caso uma dessas reflexões profundas nos venha à ideia (estamos em presença, sempre, de um raciocínio brilhante, uma vez que é nosso...), temos a ousadia de pensar que nunca ninguém em tal houvera pensado... Desta vez, a minha cabeça começou a fumegar sob o efeito da seguinte questão: se a velhice está cada vez menos cotada na bolsa de valores da sociedade, por que raio (expressão pouco consentânea com os rigores da filosofia) nos congratulamos tanto com o aumento da esperança média de vida das pessoas? Claro que, dirão muitos, não se trata, apenas, de viver mais, mas também de viver melhor... Mas a dúvida reside no entendimento daquilo que se considera "viver melhor". E, nesta matéria, acaba-se sempre a pensar em assistência médica permanente, lares de idosos confortáveis e ocupação lúdica do dia-a-dia... Em bom rigor, é um entendimento em tudo semelhante ao que se aplica às crianças, apenas na direcção contrária. Se, no caso destas, o que está em jogo é criar-lhes condições de "entrada" na vida dita "activa", no que respeita aos que estão no final do ciclo vital trata-se das condições de "saída". Se os infantes representam o "esboço" de um projecto, os velhos são o "rescaldo" do mesmo. Ora, o que mais me dá que pensar é a

verificação de que cada vez é menor o prazo para a execução do projecto e maior o prazo de preparação e de pós-execução. Espera-se de nós que, durante um quarto de século, estejamos embrenhados nos treinos para concretizar o que foi exaustivamente planeado; depois, dão-nos uma ou duas décadas, no máximo, para mostrar aquilo de que somos capazes; passado esse tempo... acabou. Na bolsa da "vida activa", as nossas acções entram em queda progressiva até deixarem de estar cotadas. Ora, esse período considerado agora de perda correspondia dantes a uma fase de estabilidade e solidez no mercado, à qual era possível chamar... "maturidade". Mas, agora, a maturidade deixou de existir e, quando já nos mandaram definitivamente para fora dos mercados de capitais, chamam-nos piedosamente "seniores", "idosos" ou de "terceira (ou quarta) idade"... A partir daqui, é-nos concedido um rol de benesses: passeios da junta de freguesia, com oferta dos bonés amarelos sobrados da colónia de férias das crianças; mesas novas no jardim, para os torneios de sueca; meia dúzia de lugares no metro; descontos na CP, mesmo que não se possa subir para o comboio; frequência da universidade da terceira idade; festa dos cem anos, no lar, com bolo de velas e reportagem telivisiva; ser entrevistado para protestar contra a falta de médico na freguesia... De que serve, pois, darem-nos papel para acrescentar páginas à nossa biografia sabendo, à partida, que ficarão em branco, porque nos tiraram a caneta da mão?

in NM, JN..
Link "fumegante"

Click no Link "fumegante", ligue o som das colunas e aprecie o som do TGV, começando na coluna direita e terminando na coluna esquerda, até ouvir o "apito final". Depois, sim, click no "ENTRE" (fumegante). Olhe que vale a pena "ENTRER"!!! Não perca as belíssimas imagens (depois tem ainda outras opções).

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Teste.gifo ao Blogger2 [Jan. 30th, 2007|12:53 am]
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Avião no lago


Este Inverno vai mau.


Nota: O blogger2 "recusou-se" a fazer o download das imagens supra. Tive que recorrer ao meu blog WordPress, nele fiz o download sem "reclamar" e colei-as aqui neste post. Vergonha para o Google!!!

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José Saramago [Dec. 17th, 2006|01:25 am]

José Saramago e Pilar del Rio


José Saramago, um exemplo de vida e de escritor. Parabéns!


O cidadão português José de Sousa Saramago é um daqueles casos nada comuns de alguém que, já na idade madura, deu uma guinada radical na vida. Vinte anos atrás, estava ele, cinqüentão, solidamente estabelecido em Lisboa e num segundo casamento; vivia de traduções e tinha atrás de si uma breve experiência como jornalista. Nas horas vagas, administrava uma discreta carreira literária, iniciada na juventude com o romance Terra do Pecado, interrompida em seguida por quase duas décadas e desdobrada, a partir de 1966, numa dezena de livros que não chegaram a fazer barulho, a maioria deles coletâneas de poemas e de escritos jornalísticos. Nada permitia supor que José Saramago viria a se tornar quem hoje é: às vésperas de completar (no mês que vem) 76 anos de idade, um romancista lido e admirado em todo o mundo, traduzido para 21 idiomas e insistentemente apontado, desde 1994, como um dos favoritos para ganhar Prêmio Nobel de Literatura, tradicionalmente anunciado no mês de outubro e que seria o primeiro concedido a um autor de língua portuguesa. Pois foi aí, já quase sexagenário, que a vida de José Saramago - menino pobre que não teve um livro antes dos 19 anos e que na juventude trabalhou como mecânico de automóveis (embora não saiba dirigir) - se pôs a trepidar, num benfazejo terremoto que em pouco mais de uma década haveria de redesenhar a sua paisagem existencial.

Aos 57 anos, para começar, ele finalmente decolou como escritor ao publicar o romance Levantado do Chão. Aos 64, encontrou o que acredita ser o seu definitivo amor em alguém 28 anos mais jovem, a jornalista sevilhana María del Pilar del Río Sánchez. Aos 70, transplantou-se das margens do Tejo para uma ressequida ilha vulcânica espanhola onde não corre um ribeirão sequer e toda a água tem que ser tirada do mar, Lanzarote, a mais oriental das sete Canárias, com 50 000 habitantes e 805 quilômetros quadrados.


Ali, numa casa que vem a ser a primeira e até agora única propriedade desse persistente militante comunista, foram escritos seus livros mais recentes, Ensaio sobre a Cegueira e Todos os Nomes, além dos diários intitulados Cadernos de Lanzarote, encorpando uma obra na qual já se destacavam os romances Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, A Jangada de Pedra e O Evangelho Segundo Jesus Cristo. No Brasil, onde o melhor de Saramago já foi publicado, apenas este último título vendeu 85 000 exemplares.


A virada na vida do escritor foi engatilhada de maneira acidental, em 1975, quando, demitido do cargo de diretor-adjunto do Diário de Notícias ele decidiu não procurar emprego, abrindo assim espaço para que a sua criação literária deslanchasse em regime de dedicação exclusiva.


José Saramago, que tem uma filha, Violante, bióloga, de seu primeiro casamento, e dois netos, Ana e Tiago, já era autor consagrado em 1992, quando o ateísmo contundente de O Evangelho Segundo Jesus Cristo desaguou num episódio de censura que acabou determinando a sua mudança para Lanzarote, onde se instalou em fevereiro de 1993. O editor sênior Humberto Werneck, de PLAYBOY, lá esteve para entrevistar o escritor e conta:


"Branca, com dois pavimentos, a casa de José Saramago se chama exatamente isso, 'A Casa', conforme se lê junto ao portão de entrada. Fica no número 3 da Rua Los Topes, numa esquina da minúscula cidade de Tías, mas pode ser que o visitante tenha dificuldade em encontrá-la, pois o dono de A Casa, tendo lido sobre a história do lugar, decidiu restabelecer a sua antiga denominação, hoje inteiramente esquecida, Las Tías de Fajardo.


"Os carteiros de Lanzarote já se conformaram com a esquisitice, e não é impossível que o mesmo acabe acontecendo com os demais lanzarotenhos, sobretudo se o ilustre forasteiro vier a ganhar o Prêmio Nobel. Já são provavelmente maioria os nativos capazes de reconhecer aquele senhor alto, desempenado e sobrancelhudo, com óculos grandes demais para o seu rosto e cabelos grisalhos que escasseiam no alto e abundam, um tanto alvoroçados, na parte de trás da cabeça. Saramago ganhou faz um ano o título de 'filho adotivo' da ilha e só não é 'o' escritor de Lanzarote porque lá vive o romancista espanhol Alberto Vásquez-Figueroa, com quem fez camaradagem.


"Reservado, porém afável, de pouco riso mas longe de merecer a fama de mal-humorado que o persegue, José Saramago acumula as características a princípio excludentes de homem a um tempo caseiro e viajador: duas vezes por mês, em média, ele abandona a paisagem lunar de Lanzarote para atender a compromissos profissionais, sempre em companhia de Pilar del Río, hoje a sua tradutora para o espanhol e revisora das antigas traduções.


"Quando está na ilha, o escritor pouco sai de sua casa, plantada num jardim atapetado de picón, cascalho fino de origem vulcânica de cor preta ou tijolo escuro. A vegetação esparsa inclui duas oliveiras que o escritor quis ter ali por serem as árvores de sua infância na Azinhaga, povoado da região portuguesa de Ribatejo onde nasceu, filho de pais camponeses muito pobres, e onde viveu até mudar-se para Lisboa, aos 2 anos de idade.


"Num dos cantos do jardim há uma piscina (coberta, por causa do vento forte) com 7 metros e meio de comprimento, que o escritor atravessa pelo menos trinta vezes todos os dias - uma das explicações para a excelente forma física em que se encontra a apenas quatro anos de tornar-se octogenário. O mesmo se diga, aliás, da bela e simpática Pilar del Río, que aos 47 anos, mãe de um rapaz de 21, Juan José, que mora com o pai em Sevilha, não aparenta mais que 35.


"Marido e mulher têm, cada qual, seu escritório, e o de Saramago, no segundo piso, deixa ver o mar. As edições portuguesas e estrangeiras de seus livros espremem-se numa estante com quatro prateleiras e bom metro e meio de comprimento. Numa fotografia, uma tabuleta em francês provoca o ateu empedernido: "Dieu te cherche" - Deus te procura. Nesse escritório (onde foram gravadas, em três rodadas, as 7 horas desta entrevista), usando um laptop Canon acoplado a um monitor Samsung, Saramago escreve pela manhã e no final da tarde a sua quota diária de literatura, nunca mais de duas páginas, ao som de Mozart, Bach ou Beethoven, e responde a algumas das cartas, cerca de 100, em média, que lhe chegam todos os meses de vários cantos do mundo.


"Depois do almoço, já embarcado no hábito espanhol da siesta, ele cochila ou apenas relaxa na sala, no andar térreo. Nesses momentos nunca lhe falta a companhia da fauna canina doméstica: o cão d'água português (espécie de poodle) Camões, a yorkshire Greta e o poodle Pepe. À noite, na cozinha, vai repetir-se um ritual: sentam-se os três diante de seu dono, que, faca na mão, distribui rodelas de banana. Pepe foi batizado pelo escritor na esperança de que não sobrasse para ele próprio esse apelido a que, na Espanha, praticamente todos os Josés se acham condenados. Camões assim se chama porque apareceu na casa no dia de 1995 em que Saramago ganhou o Prêmio Camões, concedido anualmente pelos governos de Lisboa e Brasília a um escritor de língua portuguesa e que já distinguiu os brasileiros Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz e Antonio Candido. Camões adora livros: comeu duas biografias do presidente sul-africano Nelson Mandela, em diferentes línguas, e ultimamente se dedicava a roer as bordas de um grosso álbum de pinturas de Goya.


"Ao contrário de outros autores lusitanos, Saramago exige que seus livros sejam publicados no Brasil exatamente como saíram em Portugal, sem concessões destinadas a facilitar o entendimento do leitor brasileiro. Na transcrição desta entrevista, PLAYBOY não chega a adotar a ortografia vigente em Lisboa, mas busca não abrasileirar a fala do escritor. Como, ó pá, ninguém é de ferro, algumas palavras ganharam 'tradução' entre colchetes."


----------+----------
"Ser-se comunista é um estado de espírito. (...) Sou comunista. (...)
[Mas] São os fatos que mostram:
setenta anos de construção do socialismo
na União Soviética não chegaram para fazer comunistas."

"Meu avô, analfabeto, homem simples,
sem nenhuma das sofisticações da civilização,
foi de árvore em árvore, abraçou-se a cada uma delas,
chorando. Ele adivinhava que não voltaria."

"Não escrevo mais que duas páginas por dia.
Ao fim da segunda, paro, mesmo que pudesse continuar.
Parece pouco, mas duas páginas por dia,
todos os dias, ao fim do ano são quase oitocentas."


Texto retirado da Net, Jornal de Poesia - Brasil.
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Viva a República! [Nov. 10th, 2006|12:05 am]

Viva a República de 1910! Abaixo a república socrática!

Quando foi proclamada a República, em 1910, a Europa compreendeu logo que era o acontecimento mais importante da política da época. E lia-se na imprensa europeia: Portugal é um país pequeno, mas a sua República é grande. A monarquia deixara Portugal de "tanga". A corrupção e o oportunismo eram cabeças de cartaz no paupérrimo espectáculo nacional. Ora, quando a podridão estica a corda, a conclusão é inevitável: só se pára no abismo. A revolução de 5 de Outubro não foi consequência de um impulso emocional irreflectido, mas um acto consciente levado a cabo por homens com sonhos e tomates para os concretizar. Homens com o sonho de acabar com o pesadelo de um país degradado, deprimido, a pedir por tudo para ser espanhol, a arrastar-se penosamente pelas ruas dos moribundos.
Quase cem anos depois, festejou-se o acontecimento com um lindo feriado com vistas para uma ponte preguiçosa de um fim-de-semana alargado. Talvez não seja tolice pensarmos no que somos hoje e no que éramos em 1910. Quase a mesma coisa. O país é pobre, a corrupção tem maioria absoluta e quase 30% dos portugueses querem ser espanhóis. O pior é que não temos sonhos para fazer revoluções. Passámos da salazarenta máxima "quem nada tem com pouco se contenta" à revolução Floribella do avesso: «Somos pobres em sonhos e pobres, pobres em ouro.» Que morra então esta república do tudo pobre e tudo podre. Que viva a República dos homens de peito aberto, moral intocável e tomates no sítio.

A imagem e os "bonecos" também quiseram dar vivas à República! Basta apontar o rato...

O Malaposta gosta deste artigo.

Abaixo o governo socrático!

Saia outra República a sério!

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Desejo sexual [Oct. 29th, 2006|12:00 am]
30+genes
Sexual
E O DESEJO

O desejo sexual é influenciado por causas genéticas e não psicológicas, como geralmente se julga, segundo um estudo israelita publicado pelo jornal "Maariv". As primeiras conclusões do estudo sugerem que as perturbações do desejo sexual poderiam no futuro ser tratadas por meios genéticos e não pela tradicional via psicológica. Neste trabalho, dirigido por Richard Abstein, do Departamento de Genética Humana da Universidade de Jerusalém, afirma-se que o gene que influencia a sexualidade pode ser modificado tanto para reprimir o desejo ou diminuir a actividade sexual, como para aumentar o desejo, mas não especificam as modificações em causa nos dois casos. O estudo conclui que apenas 30 por cento das pessoas tem uma mutação genética que intensifica o apetite sexual, carecendo dela as restantes.


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Vampiros [Oct. 25th, 2006|12:05 am]
Que curioso é este último Orçamento do Estado!

Bem intencionado, conciso, contendo todos os elementos conotados como "não se percebe nada" ou "já estou!...", que é como quem diz "já me filaram por trás". Também há a versão Zeca Afonso: "Eles comem tudo e não deixam nada." Olha-se para este orçamento e é-se, imediatamente, atingido por uma sensação de desespero, náuseas, insónias. É extraordinário assistir à desintegração de todos os sentidos quando se confrontam com a negra realidade, que o sr. ministro Teixeira dos Santos faz questão de pintar com cores do arco-íris e bolos e cerejas no fundo dos bolos. Teixeira dos Santos é um actor de nenhum tamanho. Quer um Estado cada vez mais gordo, gordo, gordo, mas com um pequenino coração sentimental. Daqui ninguém sai vivo. Ele fala em contenção e rigor e a despesa pública está cada vez mais incontinente.
Pois ele diz que os impostos não vão aumentar. Pois é! Aumentaram! Até para os pensionistas, que já não têm sequer solas para roer. Pois o sr. ministro parece uma fada "não madrinha", mas madrasta, que fala a verdade a mentir. Pois é! O nosso dinheiro vai-se, enquanto nós não nos conseguimor vir de lado nenhum, nem ir a qualquer lado, nem sequer ver uma luz ao fundo do túnel, a não ser a do tal comboio que a tudo atropela. Não quero fazer-me de engraçado ou falar por paradoxos, como o senhor ministro. Mas, se ele nos quer chupar até ao tutano, que abra a boca para o dizer abertamente. É que, assim, pelo mais, dói menos!

Paulo Anes, in Destak.
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Poder das sondagens? [Oct. 13th, 2006|12:00 am]

O
U
T
R
O
S

PODERES

Como os últimos actos eleitorais têm demonstrado e comprovado, as sondagens têm cumprido na íntegra o seu verdadeiro papel, ao serviço dos interesses que pretendem defender e perpetuar.
Objectivamente,
não cumprem parâmetros elementares de credibilidade, nem quanto aos critérios das amostras consideradas, nem quanto à fiabilidade dos métodos de inquirição, nem quanto aos procedimentos complementares de estimação, nem finalmente quanto à forma como são apresentadas pela generalidade da comunicação social.

S

e é uma verdade insofismável que as sondagens não votam, também não é menos verdade a sua enorme capacidade de desvirtuar e alienar as consciências menos esclarecidas. A manipulação das sondagens a par de outras minudências tão em voga numa dita "comunicação social" isenta e livre, como sejam os alinhamentos distorcidos, fotografias e planos manipulados e distanciados da realidade, comentários viciados e tendenciosos, são a face visível de um poder sem rosto, onde a liberdade do pensamento é condicionada e amordaçada. Aparentemente é-se livre, mas essa liberdade é constrangida e alienada diariamente. Convém contudo lembrar e reafirmar que mal fará quem deixar que a sua consciência, convicções e vontades sejam atropeladas pela influência de uma qualquer sondagem.


Malaposta(Blogspot)
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Cinco em um [Sep. 13th, 2006|12:00 am]
Link um (especialista em demolições!)


Link dois (Twin Towers Engineered...)


Link três (Bin Laden says...)


Outro link (dedicado aos conspiracionistas da Festa do Avante!)




Edição: Mais uns links para o monte: Um, Dois, Três. O Malaposta agradece aos "credores", mas não pode aceitar mais links, por causa dos Bilderbergers!

Créditos: Vasco Castro e Magnolia
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How do You Blog? [Sep. 8th, 2006|12:10 am]
HOW
doYOU
Blog?

It's a textual thing. Pure text with some inline CSS. No graphics required.
Already have an account? Sign in to Blogger or Sign in to Blogger in Beta. So simple like that! Well... we don'nt like Blogger in Beta


There are a different option to Blogger: the "livejournal". Once deleted, we can get it back within 30 days! Loook at guerrilheiro's journal, for example. Ok, comments on livejournal don't admit hugs and kissies (or somethink like that), the Blogger does. And somepeople consider more important hugs and kisses than posts!

Related Link, with post's title.


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Terena em Flor [Sep. 6th, 2006|12:00 pm]

Gosto imenso desta imagem e é por isso que a dedico com carinho a outra flor: magnolia

Malaposta (Blogspot)
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Novas tecnologias? [Sep. 4th, 2006|12:00 am]
Portugal sem competência informática.
A s novas tecnologias continuam a ser um bicho-de-sete-cabeças para muitos portugueses. A prová-lo estão os números do Eurostat, que contabilizam 54% de pessoas entre nós sem competências para trabalhar com um computador. Dados que colocam o nosso país acima da média europeia, que não passa dos 37%, e nos afastam de nações como a Noruega (10%) ou a Suécia (11%). Dizem as estatísticas que, na Europa dos 25 países, 39% das mulheres e 34% dos homens não têm quaisquer conhecimentos informáticos, valores que sobem quando se trata dos mais velhos, com idades entre os 65 e os 74 anos (65%).
Regra geral, são os desempregados os que menos percebem de computadores. Pelo contrário, os níveis de conhecimentos informáticos sobem com o aumento do grau de escolaridade. Ou seja, na Europa dos 25, apenas 11% dos que têm educação superior não entendem a linguagem dos computadores (em Portugal, o valor desce para os 5%).
in Destack

Texto copiado do Malaposta (Blogspot)

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